Por que os EUA ainda continuam sendo a melhor opção para Programa de Intercâmbio...
Nos últimos anos, houve um aumento considerável da procura por países como Nova Zelândia, Austrália e Canadá. Este fenômeno pode ser verificado pelas agências voltadas ao segmento. No entanto, apesar da maior democratização de destinos, os EUA continuam como o país preferido dos adolescentes que pretendem estudar fora do Brasil.
Após a Segunda Guerra Mundial surgiram nos EUA os programas de intercâmbio cultural para adolescentes com o objetivo de promover o entendimento entre nações e o respeito entre povos de diferentes culturas, para cicatrizar as feridas da guerra e criar as raízes de uma futura paz mundial.
Existe hoje um grande número de organizações norte-americanas que promovem programas de intercâmbio para jovens adolescentes. Na sua grande maioria são organizações sem fins lucrativos que selecionam e preparam famílias em seus países para hospedarem em seus lares um jovem estrangeiro, recebendo-o como membro da família. Tais programas, além de promoverem o entendimento entre as nações, possibilitam ao jovem participante a plena assimilação da língua e da cultura do local através do convívio familiar e escolar.
Por isso o governo americano criou o CSIET (Council on Standards for International Educational Travel), em 1984, é uma organização norte-americana independente, sem fins lucrativos que tem por objetivo regulamentar, avaliar, disciplinar e dar credibilidade aos programas de intercâmbio para adolescentes em high school. O CSIET monitora o cumprimento de requisitos e divulga informações referentes às entidades organizadoras de intercâmbio que alcançam os padrões estabelecidos, através da publicação de uma lista pela Internet - Advisory List of International Educational Travel Exchange Programs - bem como de um guia anual impresso com informações mais detalhadas sobre cada organização. A FLAG tem orgulho de ser reconhecida na indústria de intercâmbio dos EUA, principalmente através da participação do seu Diretor Executivo neste Conselho Regulamentador.
Como parte dessas diretrizes encontramos uma em especial que determina que as famílias anfitriãs não serão remuneradas para receber o estudante estrangeiro, fazendo com que este seja realmente um desejo da família de partilhar sua rotina e sua cultura. Esta família é voluntária e recebe o estudante para cuidar dele como sendo um dos seus filhos. Isto faz com que tanto as famílias quanto os estudantes criem fortes laços de amizade, que por vezes duram muitos anos e se estendem aos demais membros da família. No Canadá, por exemplo, as famílias são remuneradas para receber o intercambista, este fato não garante ao estudante que a família realmente deseje um novo membro, e que vá trata-lo como tal, as vezes o fato de receber um intercambista pode ser uma questão de ajuda financeira para orçamento.
Por tudo isso, os EUA ainda continuam sendo a melhor opção para intercâmbio cultural, pois o estudante e sua família tem a segurança em saber que o Governo Americano regulamenta e fiscaliza cada um dos programas de intercâmbio visando garantir o êxito desta experiência. Uma prova disso é que apos o 11 de setembro as regras se tornaram ainda mais rigorosas e os programas de intercâmbio passaram a ter limites rígidos para a quantidade de estudantes estrangeiros.